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5 de set. de 2010

Você sabe o que é 'Setembrite'? LEIA!!


Por que alguns vestibulandos sofrem da chamada "setembrite"?
Por Içami Tiba

Setembrite é a inflamação mental que um aluno tem quando percebe que está entrando na reta final dos estudos preparatórios para os exames escolares de final de ano, principalmente os vestibulares.
Esta inflamação pode evoluir para uma doença que é a realização mental de que vai ser impossível conseguir se preparar adequadamente porque não há mais o tempo suficiente para estudar tudo o que precisa. Mas pode também evoluir para se reorganizar nos estudos, adotando o esquema de entrar no clima de reta final.
Em geral, estes vestibulandos são os que sempre deixaram para estudar tudo na véspera da prova, conforme seu hábito de procrastinar, que aparece também em suas outras atividades. A mente do procrastinador funciona diferente da média das pessoas e o oposto das pessoas previdentes, que não deixam nada para a última hora. Vestibulandos há de todos os tipos, mas são os procrastinadores os que mais tumultuam a vida dos outros.
Um filho mantém a sua procrastinação e folga porque sempre os seus pais e outros à sua volta conseguiram ajudá-lo de última hora. Com esta ajuda, ele aprende que não vale a pena esforçar-se e ser previdente, pois mesmo sem nada fazer consegue os mesmos resultados. Para os folgados o nada fazer já é um lucro, enquanto para o previdente o lucro está no deixar pronto para não ter que correr de última hora. Assim, o folgado não muda o seu comportamento enquanto estiver recebendo lucros: pelo contrário, acostuma-se a receber pronto, sem se incomodar com o esforço despendido pelos sufocados, e começa a sentir que tem direito de ser folgado. “Se nunca fiz, por que teria que fazer agora?”, pergunta-se ele.
Um ditado caipira diz que os donos podem arrastar o burro até a água, mas quem bebe é ele. Ninguém pode beber água por ele. Assim também o filho se depara com a verdade que nunca precisou ver: quem tem que estudar é ele e que ninguém pode estudar por ele!
Setembrite é quando o filho descobre que o maior responsável pela vida dele é ele mesmo e não os seus pais nem os professores. Nas provas aprovativas, ele sempre conseguiu ser ajudado, isto é, os pais, os professores, a sociedade beberam água por ele. Enquanto pudermos acreditar que o vestibular é uma prova competitiva séria, quem tem de beber água é o vestibulando. É ele que vai ter que estudar, mesmo que os pais sejam os que pagam a conta do prejuízo que ele provoca ao não entrar em uma faculdade decente.
O que os pais podem fazer por ele é limpar o caminho até a água, isto é, facilitar a sua vida, poupando-lhe os esforços diários para se dedicar mais tempo a recuperar o atraso, como, por exemplo, levá-lo para onde ele precisar ir; deixar o local de estudos o mais em ordem possível, sem elementos que lhe roubem a atenção; preparando refeições balanceadas; aconselhando o jovem a ter um sono recuperador etc. Talvez tenham que limitar focos de distrações que lhe tiram um precioso tempo, tais como internet, sites de relacionamentos, baladas, uso de bebida, maconha (ou qualquer outra droga, mesmo medicações que o estimulem a estudar porque estas desgastam a mente e com o tempo tornam-se prejudiciais por tirarem o poder de concentração e apresentar distúrbios comportamentais).
O vestibular é uma das poucas oportunidades que todos os brasileiros têm para se por à prova em igualdade de condições, onde o que vale é a meritocracia. Uma meritocracia que é medida pelo número de pontos conseguidos, e não por vantagens advindas de malandragens, estudos de última hora, simpatias, promessas não cumpridas. Portanto é também uma oportunidade aos pais verificarem se realmente o filho tem o valor que eles sempre lhe dedicaram.

 
 
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1 de set. de 2010

Conheça o tipo ideal de cadeirinha para cada criança


Conheça as regras para o transporte de crianças!


Fiscalização do transporte de crianças começa dia 1° de setembro
Assessoria de Imprensa DENATRAN

No dia 1° de setembro será iniciada a fiscalização das novas regras para o transporte de criança. A Resolução 277 do Contran, publicada em junho de 2008, determina que crianças de até sete anos e meio deverão ser transportadas obrigatoriamente no banco traseiro utilizando o dispositivo de retenção.
Segundo a norma, as crianças de até um ano de idade deverão ser transportadas no equipamento denominado conversível ou bebê conforto, crianças entre um e quatro anos em cadeirinhas e de quatro a sete anos e meio em assentos de elevação. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, as crianças até dez anos devem ser transportadas no banco traseiro.
Quem descumprir as normas referentes ao transporte de criança está sujeito a penalidade prevista no artigo 168 do Código de Trânsito Brasileiro, que considera a infração gravíssima e prevê multa de R$ 191,54, sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação e a retenção do veículo até que a irregularidade seja sanada.

Veja as regras para o transporte de crianças:
* As crianças menores de dez anos devem ser transportadas no banco traseiro dos veículos utilizando equipamentos de retenção.
* No caso da quantidade de crianças com idade inferior a dez anos exceder a capacidade de lotação do banco traseiro é permitido o transporte da criança de maior estatura no banco dianteiro, desde que utilize o dispositivo de retenção.
* No caso de veículos que possuem somente banco dianteiro também é permitido o transporte de crianças de até dez anos de idade utilizando sempre o dispositivo de retenção.
* Para o transporte de crianças no banco dianteiro de veículos que possuem dispositivo suplementar de retenção (airbag), o equipamento de retenção de criança deve ser utilizado no sentido da marcha do veículo. Neste caso, o equipamento de retenção de criança não poderá possuir bandejas ou acessórios equivalentes e o banco deverá ser ajustado em sua última posição de recuo, exceto no caso de indicação específica do fabricante do veículo.
* No caso de motocicletas, motonetas e ciclomotores o Código de Trânsito Brasileiro estabelece no artigo 244, inciso V, que somente poderão ser transportadas nestes veículos crianças a partir de sete anos de idade e que possuam condições de cuidar de sua própria segurança.

Segundo a Resolução 277/08 do Contran:

As crianças com até um ano de idade deverão utilizar, obrigatoriamente, o dispositivo de retenção denominado “bebê conforto ou conversível”

As crianças com idade superior a um ano e inferior ou igual a quatro anos deverão utilizar, obrigatoriamente, o dispositivo de retenção denominado “cadeirinha”


As crianças com idade superior a quatro anos e inferior ou igual a sete anos e meio deverão utilizar, obrigatoriamente, o dispositivo de retenção denominado “assento de elevação”


As crianças com idade superior a sete anos e meio e inferior ou igual a dez anos deverão utilizar, obrigatoriamente, o cinto de segurança do veículo

 *Página Publicada em: agosto, 23 de 2010 as 11:23 am. Na Categoria: Notícias

 
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26 de ago. de 2010

Educação emocional....pense nisso!



Educar para as emoções
Cynthia Costa

Crie seu filho para que ele saiba se relacionar com as pessoas e o mundo. O sucesso profissional será uma consequência

A criança precisa de um momento em que não esteja sendo julgada ou cobrada, em que possa simplesmente fantasiar e fazer o que quer“Meu filho vai ter nome de santo / Quero o nome mais bonito”. Os versos da música-ícone “Pais e Filhos”, da banda Legião Urbana, simbolizam a vontade que quase todo pai tem de fazer o melhor para o seu herdeiro. Antes mesmo de o bebê nascer, pai e mãe embarcam num planejamento detalhado, que vai do nome de batismo à escolha da escola. Não raro, a criança mal saiu do berço e já está disputando vaga num dos melhores colégios de sua cidade, fenômeno percebido principalmente entre as famílias de classe média alta.
“Os filhos hoje são verdadeiros tesouros de seus pais. Dizemos que são superinvestidos”, sinaliza o médico Luiz Carlos Prado, psicoterapeuta familiar de Porto Alegre, RS. Esse superinvestimento se dá em diversos sentidos. Não apenas as crianças são muito amadas, vigiadas e protegidas, como frequentam escolas concorridas e têm acesso a bens materiais caríssimos, como videogames e computadores de última geração.
Expectativas demasiadas e excesso de proteção e de mimos, porém, conduzem muitas vezes a um quadro indesejável: a criança pode se tornar um jovem cheio de conhecimentos, entretanto pouco capaz de se relacionar em grupo e, pior, insatisfeito e infeliz. Acostumado a ter tudo à mão, ele reage mal diante das dificuldades intrínsecas à vida e à convivência em sociedade. Consequentemente, não desenvolve a segurança e o jogo de cintura necessários para a satisfação pessoal e o sucesso profissional.
A ironia é que são essas características prejudicadas pelo excesso de investimento – habilidade para conviver, empatia, flexibilidade – que o mundo profissional mais tem procurado. Em um estudo recente, a IMC Consultoria Empresarial, do Rio de Janeiro, divulgou que 75% das empresas brasileiras consideram a chamada “inteligência emocional” mais importante do que os conhecimentos práticos de seus funcionários. Não adianta, portanto, investir na hiperqualificação de seu filho sem, ao mesmo tempo, lhe garantir uma formação emocional tão sólida quanto.
Pensando nisso, o Educar para Crescer conversou com especialistas e traçou algumas orientações fundamentais para que pais não percam de vista as emoções de seus filhos. Confira!

Não transforme a vida de seu filho na sua.
 Quem não gostaria de ter sido mais popular, o primeiro a ser escolhido para o time de futebol, a menina mais bonita da escola? Todos gostaríamos de ter sofrido menos e de ter sido mais admirados. Mas lembremos: cada um vive uma história única. Portanto, não adianta canalizar para o seu filho a expectativa de que ele será tudo que você gostaria de ter sido. Ou terá tudo o que você gostaria de ter tido. Além da impossibilidade universal de ser 100% feliz e amado todo o tempo, leve em conta também que seu filho é outra pessoa, provavelmente com aptidões e vontades diferentes das suas.
"Muitas vezes, os filhos parecem ser a extensão narcísica dos pais", aponta a psicóloga e psicanalista Elizabeth Brandão, de São Paulo, professora do curso de psicologia da PUC-SP. Isso quer dizer que a criança não irá complementar a sua vida, muito menos compensá-la. Ela terá uma vida dela, com suas próprias dificuldades e conquistas.
Pressionada para que seja uma versão melhorada de você, a criança irá falhar e, pior, perceberá esse fracasso como uma espécie de decepção para os pais. Por isso, desde cedo, procure dar espaço para a diferença de gostos e de objetivos em sua família. Nunca perca de vista que criar um filho é acompanhar o desenvolvimento da vida de outro ser humano e auxiliá-lo nessa trajetória, e não moldar alguém ao seu gosto.

Promova um retorno à simplicidade.
 O videogame mais moderno. Festinhas de aniversário em bufês caros. Férias em resorts. Será mesmo que as crianças precisam de toda essa sofisticação? A resposta é simples: não. É a nossa sociedade de consumo exacerbado que vê nas crianças um público bastante influenciável, já que os pais costumam se dobrar ao menor de seus desejos. E por que os pais atendem aos apelos? Porque eles mesmos estão inseridos nesse contexto capitalista e também não questionam a serventia do que é propagandeado. "Os pais não gostam de se privar e, por isso, não querem privar os filhos", resume o médico e psicoterapeuta Luiz Carlos Prado, autor dos livros "Entre a Realidade e os Sonhos" e "Amor & Violência nos Casais e nas Famílias" (ambos da editora Sinopse). A psicanalista Elizabeth Brandão reforça, questionando: "Que valor teria uma roupa de grife para uma criança, por exemplo? É apenas o entorno que a convence disso".
Além de supervalorizar aquilo que o dinheiro pode comprar, o problema dessa indulgência toda é que a criança passa a esperar muito de tudo e deixa de reconhecer oportunidades - e alegrias - na simplicidade. E estas podem ser muitas. Uma bola para jogar futebol ou um giz para desenhar uma amarelinha fazem facilmente a alegria da garotada. Em dia de chuva, que tal desenhar, aprender a fazer um bolo ou apenas virar cambalhotas no chão da sala? Todas essas são atividades saudáveis, que ajudam a desenvolver a sociabilidade e a autoestima. "Entre o shopping e a pracinha, fique sem dúvida com a pracinha. Entre um brinquedo cheio de luzes e sons e um de sucata, fique com o segundo", sugere Elizabeth, lembrando que é na experimentação que a criança desenvolve a criatividade.
O videogame e os jogos de computador não devem ser proibidos, claro. Mas não é recomendável basear toda a diversão das crianças em eletrônicos e parquinhos modernosos, sob o risco de frear a sua capacidade criativa e torná-las consumistas e insaciáveis - desesperadas pelo último modelo de qualquer coisa. A liberdade para descobrir e traçar as próprias regras é essencial na construção do jogo de cintura que será tão apreciado mais tarde, no mercado de trabalho. E, claro, tem papel fundamental na própria felicidade.

Converse com seu filho de coração aberto.
 Pare um momento para pensar: você realmente escuta o que seu filho tem a dizer e, inclusive, aprende com ele? E, mais: já mudou de ideia em relação a um assunto após ouvir um argumento dele? Se sua resposta sincera for não, talvez esteja na hora de realmente abrir o coração e compartilhar. Para o psicanalista Ignacio Gerber, de São Paulo, o diálogo sincero é uma das bases para uma boa relação entre pais e filhos."O ideal seria uma conversa sem pressupostos, na qual realmente se realize uma troca", sugere o psicanalista, enfatizando, ainda, o poder da verdade nas relações: "Como dizia Bion e outros pensadores, a verdade faz bem para a saúde; já a mentira, intoxica".
Isso quer dizer que pais, em vez de se colocarem num pedestal, como se tudo já soubessem e nada temessem, talvez possam se humanizar mais e, na troca de experiências, desenvolver um vínculo real com seus filhos. Por exemplo, por que esconder da criança que houve um contratempo em seu dia? Se for algo que possa ser compreendido por ela, vale a pena dividir. Assim ela saberá que tropeços acontecem na vida de todos, até daqueles que ela mais admira, e não apenas na dela, e se sentirá, dessa forma, mais segura.
Quando sente que é ouvida pelos pais, a criança também se valoriza mais e vai firmando a sua própria voz. Um estudo realizado na Suíça em 2007/2008 mostrou, por exemplo, que crianças ouvidas em casa tendem a tirar notas mais altas na escola.

Sirva de modelo para seu filho.
 Especialistas são unânimes ao afirmar que nada é mais valioso numa educação do que o exemplo dado pelos pais. Como nem sempre pais avaliam suas próprias atitudes antes de orientar os filhos, cria-se uma contradição pouco construtiva nessa relação. O psicanalista Ignacio Gerber dá um exemplo: "Dizemos que pai nenhum deve entrar numa loja de brinquedos e deixar os filhos comprarem o que quiserem. Mas e se esses pais forem indulgentes consigo mesmos, enchendo a garagem de carros e a casa de acessórios? Como impor ao filho um padrão diferente?".
Ou seja: quando os próprios pais se presenteiam constantemente com "brinquedos", fica difícil mesmo convencer os filhos a não fazerem o mesmo. E, caso os pais não percebam essa contradição, não há dúvida de que os filhos perceberão e se ressentirão disso.
A máxima de Gandhi "seja para o mundo o que gostaria que o mundo fosse" pode ser muito bem aplicada na criação dos filhos. Quer crianças menos consumistas? Consuma menos e expresse que existe satisfação e felicidade em outras conquistas, que não envolvam dinheiro e lojas. Quer que seu filho brinque mais lá fora? Não tenha receio de arrancar os sapatos e pisar na grama molhada.
E nem é preciso dizer que filhos de leitores assíduos tendem a ler mais. Uma pesquisa realizada no ano passado pelo governo americano mostrou que 74% dos jovens que estudam em boas universidades liam com seus pais quando eram pequenos.

Dê espaço para a fantasia e a brincadeira.
 E entenda que a brincadeira não pode se restringir a desvendar os botões de uma boneca falante ou de um carrinho supersônico. A melhor brincadeira é aquela que é espontânea, criada pelas próprias crianças, sozinhas ou em grupo. É experimentando que a criança desenvolve segurança, tornando-se, mais tarde, um adulto mais centrado e confiante em seu próprio taco. "A criança precisa de um momento em que não esteja sendo julgada ou cobrada, em que possa simplesmente fantasiar e fazer o que quer. Assim ela saberá que não depende do olhar do outro para ser alguém", explica a psicanalista Elizabeth Brandão, lembrando que não é recomendável preencher todos os dias da criança com cursos extracurriculares, e nem mesmo com atividades recreativas "dirigidas".
Durval Checchinato, psicanalista de Campinas, SP, e autor do livro “Criança: Sintoma dos Pais”, também enfatiza que a falta de ócio pode limitar a plenitude da infância. "Deve haver um limite para o engajamento dos pais. Em nossa sociedade, pais tentam ocupar os filhos com múltiplas atividades (esportes, línguas), que os deixa sem fôlego e tempo para viver a infância ou mesmo a adolescência", observa. "Essa ganância atropela a criança, que fica sem tempo para curtir sua infância. E, queimando essa etapa da vida, ficará um vazio irrecuperável na vida adulta".
Hoje, também costumamos achar que a criança deve ser estimulada em todos os momentos, até quando está brincando. Tudo tem de ser educativo, instrutivo, informativo. Mas atente para o exagero. "É um equívoco ‘estimular ao máximo’ a criança. Ela acaba se tornando irriquieta, hipermotiva, como se não vivesse mais sem estímulo", alerta Checchinato.
Outro ponto levantado pelo psicanalista é o excesso de tratamentos a que as crianças têm sido submetidas - frequentemente, são atendidas por psicopedagogos, psicólogos, fonoaudiólogos e psiquiatras. "Os pais têm de saber que eles mesmos podem resolver a maior parte dos problemas de seus filhos. Autoavaliando-se, eles podem perceber a origem das questões e trabalhá-las em família", acredita.

Dê limites, um ato de amor.
 Este é um jargão repetido entre especialistas. E o que significa dar limite? Entre outras coisas, definir horários na rotina da criança, repreendê-la se cometer atos agressivos e não lhe dar tudo que quer. Em síntese: saber dizer não quando julgar necessário. E por que se trata de um ato de amor? Porque só quem recebeu limites consegue ser feliz.
Se comêssemos brigadeiro todos os dias, ele teria o mesmo gosto? Provavelmente não. A partir desse raciocínio básico, avalie se tem deixado espaço para seu filho desejar coisas que não tem - não apenas coisas materiais, mas também aquilo que ele conquistará com o tempo, construindo sua identidade no mundo: mais liberdade para ir e vir e maior poder de decisão.
O sentimento de falta tem a grande vantagem de nos empurrar em direção a conquistas, como ressalta o psicoterapeuta Luiz Carlos Prado: "A falta nos movimenta. Vamos atrás daquilo que não temos. Não é à toa ouvirmos falar de pessoas que partiram do nada e alcançaram muita coisa". Na mesma linha, o psicanalista Durval Checchinato reforça: "É bom lembrar que não há desejo sem falta nem saudade. Quanto mais propiciarmos que nossos filhos encarem essa realidade estrutural, mais os ajudaremos e os prepararemos para a vida". Assim, não projete em seu filho a possibilidade de ter tudo, e nem procure dar a ele tudo que puder como forma de compensar outras faltas que você não possa controlar. Curvando-se a todas as suas vontades e temendo que ele se revolte diante do menor dos nãos, você o prejudica muito mais do que se deixá-lo chateado vez ou outra ao negar um pedido ou repreendê-lo devido a um comportamento inadequado.
"Nada mais prejudica um filho ou o infantiliza do que o superproteger, mimá-lo ou poupá-lo do real da vida", explica Checchinato. "A criança precisa desde cedo ser ensinada a enfrentar esse real e ser conscientizada de que frustrações fazem parte do viver. Apoiada e incentivada pelos pais, ela se habitua a superar obstáculos e a vencer etapas. Autoconfiança é uma virtude que ela conquistará passo a passo, pois não vem de fora".

Transmita a noção de hierarquia e de respeito ao próximo.
 "Respeitar os mais velhos" parece coisa de outro tempo? Pois justamente por parecer uma coisa antiga que se tornou comum ouvir a reclamação "como as crianças andam mal-educadas". Respeitar os mais velhos não significa que a criança deva obedecer cegamente a pais e professores, muito menos sentir-se ameaçada na presença de um adulto.
Mas, sim, ter consciência de como essas pessoas são importantes em sua vida e, por isso, valorizá-las. É fundamental, por exemplo, que a criança perceba que aprende com seu professor e se sinta grata por isso.
O respeito ao próximo também se aplica, é claro, a coleguinhas de sua mesma idade e de outras pessoas de sua convivência, inclusive aquelas que trabalham em sua casa, como a babá e a empregada.
Para os pais, a missão é deixar claro para a criança, de maneira natural, que ela não conseguiria viver sozinha. "Desde sempre os pais podem transmitir à criança que nada somos sem o outro. Em tudo dependemos do outro: na concepção, na gestação, no nascimento, nos cuidados com a criança, no amor, no carinho, na alimentação, na higiene...", sugere o psicanalista Durval Checchinato.
Outra dica para os pais é chamar a atenção da criança, no dia a dia, para os sentimentos alheios, ajudando-a, assim, a desenvolver a empatia e a compaixão. Um estudo recente do Instituto Nacional de Saúde Mental, nos Estados Unidos, mostrou que crianças se tornam mais empáticas quando, após agredirem ou ofenderem um coleguinha, são confrontadas com observações como "Olha só, ele está chorando porque doeu" ou "Ele ficou triste, por que você não pede desculpas?".

 
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8 de jul. de 2010

Dicas espertas para as Férias!


http://www.fotosearch.com.br/fotos-imagens/crian%C3%A7as-livre-f%C3%A9rias.html

Férias da garotada!
 Dicas espertas para seus filhos aproveitarem a pausa com atividades variadas, muito descanso e sem exagerar no uso do videogame e do computador.

Cynthia Costa


Não encher a criança de compromisso mas também mantê-la ocupada é o segredo. Férias. Para as crianças, é um dos períodos de descanso do ano. Agora é esquecer um pouco a escola e só pegar em cadernos daqui a um mês. Essa mamata toda, porém, assusta um pouco os pais. O que fazer com os pimpolhos em todo o tempo livre? A preocupação é justificada, mas a boa notícia é que existem, sim, diversas formas interessantes de entreter a garotada e, de bônus, ainda reforçar os laços familiares. Só é preciso um pouco de dedicação, isto é, nada de largar a tarefa para o playground do prédio e os fiéis companheiros eletrônicos - videogame, TV e computador.
"O segredo é não encher a criança de compromissos e, ao mesmo tempo, também não a deixar totalmente desorientada", aconselha a psicopedagoga Tânia Ramos Fortuna. O ideal, portanto, seria programar viagens, passeios culturais, visitas aos amiguinhos e afins, mas sem lotar os dias de seu filho a ponto de nunca deixá-lo sozinho e livre para escolher o que quer fazer. "As crianças não são senhoras de seu tempo e, hoje, acabam às vezes escravizadas até pelo prazer, com tantas idas a lanchonetes, cinema e festinhas. Os pais podem e devem co-responsabilizar os filhos por suas férias, perguntando a eles o que querem fazer", complementa Tânia, que é coordenadora do curso de extensão "Quem quer brincar?", da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
O equilíbrio também é bem-vindo na seleção de atividades. Dias de chuva pedem brincadeiras indoor? Pois nos dias de sol não deixe de ir andar de bicicleta no parque. Quer dicas mais específicas? O Educar para Crescer conversou com especialistas e reuniu sugestões exclusivas para as férias de seus filhos. Aproveite!


1) Diversão em família: As férias são uma boa oportunidade de a criança conviver com os parentes e ter novas experiências e aprendizados
2) Diversão na vizinhança: Nada de TV, as crianças podem aprender muito mais nas férias ao explorar a vizinhança
3) Diversão com seus filhos: Sugestões de atividades e brincadeiras para aproximar você de seus filhos
4) Diversão com os livros: Como fazer com que os livros também façam parte das férias sem que a leitura se torne tarefa chata
5) Diversão à moda antiga: Esconde-esconde, corre-cotia, passa-anel... Lembra as brincadeiras da sua infância? Elas são ótimas para tirar as crianças da frente da TV!
6) 10 brinquedos eletrônicos que as crianças adoram: De laptop infantil a globo interativo, de sudoku a minimesa de música: idéias para fazer a alegria da garotada
7) 10 brinquedos que você pode fazer: Pipa, cinco marias, pé de lata... como fazer brinquedos artesanais para as crianças
8) 10 sugestões para presentear bebês: Cada fase do desenvolvimento infantil permite que os pequenos aprendam (e muito) com vários modelos
9) Férias no museu: Saiba quais são as 20 atrações mais educativas do Brasil


FONTE: http://educarparacrescer.abril.com.br/comportamento/dicas-ferias-409153.shtml

LEIA TAMBÉM:

7 de jul. de 2010

Férias...vamos planejar?



Educação em todo lugar
Aprendemos coisas novas a todo momento. As férias podem ser uma ótima temporada pra descobertas.

Camilo Gomide

"Não é só indo na escola que se aprende. Crianças e jovens podem aprender com avós, tios e até mesmo entre eles"Não é só na escola que descobrimos coisas novas. O aprendizado pode acontecer em qualquer lugar e não é necessariamente algo chato ou metódico. Em linhas gerais, aprender significa colocar em prática um novo conhecimento, seja uma receita de bolo, seja o nome de uma árvore, seja uma música ou seja um conceito de física. "Em geral, o aprendizado acontece da seguinte maneira: observamos algo desconhecido, manipulamos, organizamos, classificamos e utilizamos esse conhecimento em situações novas", explica Maria Ângela Barbato Carneiro, professora da faculdade de Educação da PUC-SP.
Por meio de uma brincadeira, por exemplo, a criança pode aprender habilidades sociais que serão fundamentais na vida adulta. "Na brincadeira a criança fica ativa tanto mentalmente quanto fisicamente. É uma forma de ela interagir, aprender a seguir regras, contestar e desenvolver autonomia", diz Maria Ângela, que também coordena o núcleo de cultura e estudos do brincar da PUC-SP. É por isso que, durante as férias, também é possível aprender muito - seja em viagens, seja em passeios na própria cidade, seja em casa: lendo um livro ou jogando cartas com os amigos. Em sala de aula, o aprendizado passa por um planejamento, fora dela acontece naturalmente, é absolutamente informal, mas não menos importante. "Não é só indo na escola que se aprende. Crianças e jovens podem aprender com avós, tios e até mesmo entre eles", diz a professora.
Os pais, por sua vez, têm um papel fundamental na aprendizagem dos filhos. "Ouvir músicas juntos, ler livros, andar de bicicleta, além de ensinar, estabelece vínculos maiores entre pais e filhos", diz Maria Ângela Barbato Carneiro. Dependendo da abordagem usada pelos pais, uma visita ao museu pode ser muito divertida. "Não podemos adotar um discurso chato e professoral na hora de levar crianças e jovens a cinemas, museus e teatros. É preciso associar esses programas ao lazer", diz Verônica Dias, professora de cinema e televisão da PUC. O segredo é respeitar o tempo do jovem e da criança.
À medida que o jovem vai criando um repertório, é legal oferecer mais diversidade, sem forçar nada, é claro. Se ele só comer arroz e feijão não saberá que gosta de macarrão. A única maneira de alguém descobrir se gosta de uma atividade é experimentando. "As pessoas só se interessam por aquilo que têm contato. A criança e o jovem não vão gostar de livros, museus e filmes se não forem apresentados a esse universo", diz Verônica Dias, professora de cinema e televisão da PUC.
Mas espera aí? Férias não são para descansar? O descanso não é importante para a mente relaxar e ficar pronta para novos conteúdos? "Sim, a criança nas férias também tem de brincar, ficar em casa e com os amigos", diz Luciana Fevorini, coordenadora pedagógica do ensino fundamental e médio do Colégio Equipe. Mas há crianças que têm energia demais pra ficarem paradas. O mais importante nesse período é não forçar a nada e deixá-las escolher o que vão fazer. Dessa maneira, elas poderão aproveitar e aprender mais.

FONTE:

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18 de mai. de 2010

É possível estabelecer LIMITES nos dias atuais?


Dificuldades de impor limites

Houve um tempo em que criança não tinha vez, querer ou escolhas, não interrompia conversas de adultos e não era prioridade. Aquelas que quebravam estas regras eram castigadas fisicamente pelos pais, hábito aceito pela sociedade como normal e necessário.
Este tipo de relacionamento foi, no decorrer das últimas décadas, amplamente modificado e as crianças passaram a ser reconhecidas como indivíduos que têm vontade própria, direitos e necessidades específicas. O modo de educar os filhos tornou-se muito menos autoritário.
Como toda transição, esta mudança no tipo de relacionamento entre adultos e crianças originou turbulências e, enquanto novos valores eram assumidos, alguns pais e professores “perderam o rumo”, transformando a educação de crianças uma tarefa complicada, desgastante e muitas vezes frustrante.
Muitos confundiram a necessidade de mais liberdade com total falta de limites. Alguns livros e manuais sugeriram aos pais liberdade total para os filhos. Aqueles que foram filhos de pais muito autoritários acreditavam que deviam ser exatamente ao contrário com seus próprios filhos, enquanto outros ainda acreditam que não devem negar nada às crianças.
Esta situação ainda tem gerado muitas dúvidas e confusão nos pais, que muitas vezes se encontram perdidos e não sabem muito bem como lidar com seus filhos na questão de limites. Contribuem também para esta dificuldade o pouco tempo disponível aos filhos atualmente – e consequentemente um sentimento de culpa – e a influência do estímulo ao consumismo exagerado. Mas através de algumas regras básicas, bom senso, respeito e afeto a tarefa de estabelecer limites aos filhos não precisa ser tão difícil ou traumática. Quando se reconhece a sua importância e aprende-se sobre as características normais das crianças em suas diversas idades, temos expectativas realistas e aceitamos que o processo de aprendizagem é naturalmente lento, a missão de educar os filhos pode ser gratificante.


Porque estabelecer limites


Quando os adultos estabelecem regras e limites estão transmitindo às crianças alguns significados importantes, entre eles:
1) Ensinar que todos os indivíduos têm direitos e deveres.
2) Facilitar a compreensão de que os direitos de um acabam onde começam os direitos do outro. Quem não respeita esta regra geralmente são pessoas desagradáveis, inconvenientes, desajustadas, que não sabem se comportar em situações como em filas ou no trânsito.
3) Deixar claro que muitas vezes é necessário dizer e ouvir um “não” e que vamos ouvir esta palavra muitas vezes em nossas vidas (na escola, no trabalho, etc.).
4) Que podemos fazer muitas coisas, mas não todas.
5) Que é necessário tolerar a aprender a conviver com pequenas frustrações, pois elas fazem parte de nossas vidas.
6) Ensinar que muitas vezes é necessário adiar uma satisfação e que temos de esperar os momentos mais adequados para determinadas atividades, evitando o imediatismo.
7) Perceber a diferença entre necessidade e desejo (o calçado é necessário, o tênis que custa mais que salário mínimo é desejo).
8) Aprender a conviver com as diferenças sócio-econômicas típicas de nossa sociedade e que isto se reflete em diversos aspectos de nossas vidas, como padrões de consumo, por exemplo.
Os limites ensinam a criança a ter comportamentos adequados, a se proteger contra situações de risco e a respeitar os demais. Colocar limites é, portanto, um investimento. Sem eles estaremos criando filhos difíceis, alunos problemáticos e adultos desajustados socialmente.
As crianças e jovens precisam de limites, embora sistematicamente os contestem, o que é absolutamente normal e esperado.



Como estabelecer limites

Estabelecer limites não precisa ser tão complicado como muitos imaginam. É claro que não existem receitas únicas, padronizadas, pois as características familiares e individuais (tanto dos pais como dos filhos) são importantes para definir as escolhas e decisões a serem tomadas. Mas algumas orientações básicas são úteis para a maioria dos pais.
Alguns aspectos que precisam estar claros ao estabelecer limites:
a) Reconhecer que dificuldades não são por culpa dos filhos (contestar os limites é uma atitude normal em crianças e adolescentes).
b) Ter muita paciência, persistência e dedicação. É preciso ser mais persistente que a criança.
c) Ter afeto e amor incondicional, mesmo nas horas mais difíceis.
d) Reconhecer que educar é um processo longo, repetitivo e cujos resultados não são imediatos.
f) Reconhecer as próprias limitações (os erros, o fato de algumas vezes estar cansado e que é normal perder a calma em algumas situações).
g) Combater o sentimento de culpa por não atender a todos os desejos dos filhos.

E algumas regras básicas são as seguintes:
1) Agir de acordo com a idade da criança: é preciso conhecer a sua fase do desenvolvimento e sua capacidade cognitiva para transmitir informações, regras e limites. É necessário reconhecer a capacidade do filho em entender as regras e as conseqüências do não cumprimento das mesmas e ter expectativas coerentes e de acordo com a idade e características individuais da criança. Não exigir nem demais nem de menos.
2) Iniciar o mais cedo possível, antes de um ano de idade, quando a criança começa a perceber o significado de certas palavras, inclusive o “não”.
3) Manter a coerência entre os pais e demais familiares. A dificuldade é grande quando pai corrige e a mãe perdoa (ou vice-versa). Um não pode desautorizar o outro. E os demais familiares (como tios ou avós) não devem interferir nas decisões e atitudes dos pais. Os pais saberão que estão agindo certos quando os filhos disserem: “isto não é justo, vocês dois estão contra mim!”.
4) Dar o exemplo é a melhor forma de educar (melhor do que dar conselhos). Nas pequenas atitudes do dia a dia, como em filas, ao manifestar respeito às demais pessoas, ao exercer comportamento ético e honesto é possível mostrar às crianças quais comportamento são corretos e quais são inadequados ou inaceitáveis.
5) As regras devem ser claras, definidas e estáveis. Estabelecer de forma clara o que pode e o que não pode. Não dá para ficar mudando as regras com freqüência, pois isto confunde a criança em seu aprendizado. Não é possível mudar de atitude como quem muda de roupa. E as regras devem ser estabelecidas pensando na adequada educação da criança e não apenas no benefício dos pais.
6) É preciso ser persistente (mais do que as crianças). Se a criança insistir mil vezes em fazer algo errado, é preciso corrigi-la mil e uma vezes.
7) Cumprir o que foi dito. Se houve a ameaça de que o filho ficaria sem assistir TV se não fizesse os temas, é preciso cumprir a penalidade se a criança realmente não fez os temas. Sem voltar atrás ou “perdoar, ficar com peninha”. Os pais precisam ser claros, firmes, determinados, confiantes e tranqüilos. Não dá para ficar com pena porque a criança chorou ou ficou triste se você estiver confiante de que tomou a atitude correta.
8) Criticar o ato cometido em si e não o indivíduo ou sua personalidade. Deve-se reclamar que o quarto está bagunçado, mas não é necessário dizer que o filho é relaxado ou bagunceiro. Quando ele briga não dizer que é mau, se não estuda que é preguiçoso. Deve-se ressaltar o comportamento em si e não utilizar rótulos. Criticar e corrigir o gesto ou atitude, não a criança. Frases do tipo “você é” (egoísta, impossível, não tem jeito) qualificam a criança e não a sua atitude. E ela com certeza não merece estes “carimbos ou rótulos”.
9) E também, muito importante, lembrar que elogiar os bons comportamentos é fundamental, pois geralmente o mais comum é reclamarmos quando os filhos fazem coisas erradas. Lembrar que premiar não é dar coisas materiais, mas sim elogiar e demonstrar afeto. Não economizar elogios (um elogio vale muito mais que várias críticas). Os "prêmios" são imprescindíveis na socialização da criança, principalmente o sorriso de aprovação, o elogio verbal, o gesto afetuoso de um adulto querido. No entanto, a criança deverá se comportar de determinada forma, conscientemente, por opção e não para conquistar determinado prêmio.



Fonte: Aprendendo a Vida: http://montardo-ap.blogspot.com/2009/01/limites-i-importncia-dos-limites.html