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4 de dez. de 2010

Profissional gente boa!



Seja um profissional gente boa.
Cersi Machado

Ninguém conquista êxito profissional sozinho. Os grandes líderes da história não alcançavam suas vitórias isoladamente, eles construíam boas relações com as pessoas. Procure relacionar-se positivamente com as pessoas ao seu redor, dessa forma você terá mais chances de atingir os seus objetivos. Sabemos que a competitividade no âmbito profissional está em alta e, por conta disso, muitas vezes estamos tão focados em cumprir metas e realizar tarefas para elevar a produtividade que acabamos nos esquecendo que o mais importante nesse mundo é a capacidade de nos relacionarmos com as pessoas.

"Três quartos das pessoas com quem você se encontrar amanhã estarão desejosos de simpatia. Demonstre-lhes simpatia e elas o estimarão". (Dale Carnegie)

Procure aplicar essas dicas para estabelecer bons relacionamentos:

- Compartilhe conhecimentos: a cada dia que passa se torna menor o número de pessoas que detêm o conhecimento somente para si. Quando você não compartilha conhecimentos está atrasando o seu próprio progresso. Transmita conhecimentos, compartilhe, ensine e mostre o que você sabe. Se mantiver o conhecimento só para si, não crescerá profissionalmente.
- Seja empático, pratique Rapport: aprenda a escutar as outras pessoas, perceba o outro a partir do mundo dele e demonstre interesse pelos anseios da outra pessoa, isso fará de você alguém agradável.
- Não tenha rival: seja flexível diante de situações conflitantes. Pratique o princípio de estar em harmonia primeiro para depois saber quem está com a razão.
- Comporte-se adequadamente: os profissionais são contratados nas empresas pelos conhecimentos e pelas características técnicas que possuem, mas na maioria das vezes são demitidos pelas atitudes. Quando você trabalha com pessoas diferentes terá que aprender a se comportar de maneira positiva. Evite os comportamentos das pessoas de fracasso: fofocas, conflitos por pequenas coisas, falta de etiqueta, descontrole emocional frequente, desmotivação e vários outros que devem ser evitados.- Seja cordial: boa educação não custa caro. Trate as pessoas com respeito e se expresse de maneira elegante e sábia. Você nunca ganhará a admiração ou o respeito de alguém se o tratar com má educação.
- Autenticidade: ser congruente com o que diz e faz é ser sincero com você mesmo e com as outras pessoas. Faça isso e com certeza se sobressairá da maioria das pessoas.
- Seja cooperativo: trabalhe em equipe e contribua para que outras pessoas obtenham sucesso. Desenvolva o seu espírito de liderança para ter a cooperação das outras pessoas.
Ser agradável, simpático e cativante são características importantes para todos que desejam destacar-se na vida profissional. Tim Sanders, autor do livro "O Fator Gente Boa", ensina que a simpatia pode ser o grande trunfo para ter relacionamentos felizes e para obter destaque profissional. O autor destaca que não é ser agradável simplesmente, mas ser uma pessoa positiva, generosa e útil.
No livro, ele utiliza uma expressão, chamada de emocionalmente inteligente, a qual se refere às pessoas centradas que conseguem o melhor dos outros e passam melhores impressões. As pessoas que conseguem controlar suas emoções e serem simpáticas com os outros se dão bem com todo mundo, uma questão de educação e de autocontrole.
Portanto, se deseja ter bons amigos, seja amigo. Se desejar ter bons parceiros de negócios, seja parceiro. Se quer ser respeitado, respeite as pessoas. Pense nisso e seja "um profissional gente boa"!


20 de out. de 2010

Ser Feliz...


Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver.
Apesar de todos os desafios,
Incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas
E se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si,
Mas ser capaz de encontrar um oásis
No recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um “não”.
É ter segurança para receber uma crítica,
Mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou
Construir um castelo ...
Fernando Pessoa

16 de out. de 2010

Existem escolas e escolas...



Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas.

Rubem Alves

Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do vôo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o vôo.
Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em vôo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o vôo, isso elas não podem fazer, porque o vôo já nasce dentro dos pássaros. O vôo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado.



FONTE: http://www.pensador.info/poemas_de_rubem_alves

26 de set. de 2010

Dia Internacional do Idoso! Vamos refletir!



Dia Internacional da Terceira Idade: data para reflexão sobre a qualidade de vida dos idosos.
Soraya Hissa de Carvalho

No dia 01 de outubro comemora-se o Dia Internacional da Terceira Idade. Com uma das maiores populações idosas do mundo, o Brasil precisa refletir a qualidade de vida que é oferecida as pessoas com mais de 60 anos. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base no Censo 2000, atualmente o país possui cerca de 14,5 milhões de idosos. O que equivale a 8,6% da população.
Segundo a geriatra e psicanalista, Soraya Hissa de Carvalho, o crescimento acelerado da população idosa encontrou nossa estrutura sócio-cultural despreparada. “Até pouco tempo, o Brasil era uma nação de jovens. Agora, caminhamos para nos tornarmos o sexto país do mundo em número de idosos. Mas ainda é grande a desinformação e as particularidades do envelhecimento em nosso contexto social”, alerta a médica.
A expectativa de vida praticamente dobrou no decorrer do século XX e isso trouxe mudanças e problemas. “São muitos os que chegam aos 70, 80 anos em condições físicas, às vezes, muito boas, mas aposentados desde os 50 anos, e, por causa da inatividade na sociedade, com saúde psicológica abalada. Em outros casos, encontramos idosos dessa idade, com saúde física e mental sem qualidade”, afirma a médica.
O aumento da longevidade criou também problemas sérios no relacionamento familiar, especialmente no que se refere a como lidar com um parente de idade mais avançada. Atualmente, é difícil uma família que não tenha alguém com 70, 80 anos em condições físicas nem sempre ideais.
“No entanto, não são poucas as pessoas que envelhecem e chegam aos 80 anos em plena atividade sem passar pelo processo de caduquice física e intelectual que tanto nos assusta”, explica a psicanalista.
Para a geriatra, o Dia Internacional do Idoso tenta chamar nossa atenção para o envelhecimento da sociedade. “Precisamos refletir sobre o nosso comportamento com e na terceira idade, e o desenvolvimento de uma nova postura em relação a essa etapa da vida, mesmo porque todos nós queremos chegar lá. E essa é uma oportunidade especial para alertarmos e sugerirmos mudança de comportamento para aqueles que lidam com idosos ou que já estão com a idade avançada”, lembra Soraya.
Segundo ela, a saúde na terceira idade depende dos cuidados no passado, pois a qualidade de vida depois dos 60 é determinada pelas atividades que a pessoa desenvolveu, de como se alimentou e se comportou. Soraya garante que é possível gozar de vida saudável mesmo nas idades mais avançadas, e que, envelhecer pode representar uma conquista e não um castigo, quando se tem uma vida saudável antes, durante e depois do processo de envelhecimento. “A lista de recomendações é enorme, mas qualidade de vida com exercícios físicos, alimentação equilibrada, auto-estima, equilíbrio emocional, sono reparador e prevenção são os grandes pilares da saúde também na terceira idade”, finaliza a médica e psicanalista



 
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18 de set. de 2010

18 a 25/09: Semana Nacional do Trânsito!


SEMANA NACIONAL DE TRÂNSITO 2010
TEMA: CINTO DE SEGURANÇA E CADEIRINHA

ALFREDO PERES DA SILVA
Presidente do Contran e Diretor do Denatran

A redução das lesões e mortes no trânsito é um desafio mundial. Mais de um milhão de pessoas de todas as nações são vítimas fatais de acidentes de trânsito. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), há cinco fatores que causam o maior número de mortes e lesões no trânsito entre os quais está a não utilização do cinto de segurança.
No Brasil, em 2008, de acordo com pesquisa da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), 88% dos ocupantes dos bancos dianteiros de veículos automotores utilizam o cinto de segurança. Provavelmente, este comportamento reflete ações de educação e fiscalização de trânsito que mobilizaram os cidadãos de forma eficiente. Prática de notável relevância para segurança do trânsito brasileiro haja vista que o uso do cinto pelo condutor e pelo passageiro do banco dianteiro reduz em 50% o risco de morte em uma colisão de trânsito.
Apesar disso,o mesmo estudo realizado pela SBOT indica que apenas 11% dos passageiros utilizam o cinto no banco traseiro. O risco de morte de um condutor utilizando o cinto de segurança, como resultado de um passageiro do banco traseiro sem cinto, é cinco vezes maior do que seria se esse passageiro estivesse retido pelo cinto.
Os acidentes de trânsito representam a principal causa de morte de crianças de 1 a 14 anos no Brasil. Em 2008 foram registradas 22.472 vítimas não fatais de acidentes de trânsito, com idade entre 0 e 12 anos de idade e 802 vítimas fatais de mesma faixa etária (Dados Denatran).
Dentre estes acidentes de trânsito, estão os que vitimam a criança na condição de passageira de veículos. Neste caso é exatamente o uso do dispositivo de retenção, popularmente conhecido como bebê conforto, cadeirinha ou assento de elevação, que pode diminuir drasticamente as chances de lesões graves – e de morte – no caso de uma colisão.
O uso do cinto de segurança não é a forma mais segura para transporte de crianças em veículos, pois foi desenvolvido para pessoas com no mínimo 1,45 de altura. Por este motivo é necessário o uso de um dispositivo de retenção adequado às condições da criança.
O Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) realizou um levantamento de dados constituídos a partir da pesquisa “A balada, a carona e a Lei Seca”, realizado em 2009, em seis capitais brasileiras, onde registrou que apenas 2 em cada 10 jovens do ensino médio usam SEMPRE o cinto de segurança.
Nesse sentido, trabalhar pela utilização do cinto de segurança e dos dispositivos de retenção adequado às condições da criança é um desafio; um compromisso a ser assumido por todos os profissionais da área. Além de diminuir a taxa de mortalidade em acidentes, o cinto de segurança reduz a severidade das lesões sofridas pelos ocupantes do veículo em uma colisão. Acrescenta-se ainda que o cinto previne a ejeção de condutor e passageiros do veículo, comum em capotamentos. De acordo com o American College of Emergency Physicians, 44% dos passageiros que viajavam sem cinto e que morreram foram ejetados, parcial ou totalmente, do veículo.
Importante considerar que a prevenção de mortes e lesões no trânsito a partir da utilização do cinto de segurança impacta diretamente nos custos hospitalares e demandas de reabilitação.
O tema “CINTO DE SEGURANÇA E CADEIRINHA”, da Semana Nacional de Trânsito de 2010, possibilitará que os órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trânsito promovam, à população em geral, ações de segurança a partir de um aspecto pontual. É uma oportunidade para suscitar reflexões, incentivar discussões e criar atividades que explorem com profundidade a real importância e necessidade do uso do cinto de segurança e dos dispositivos de retenção adequado às condições da criança.



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14 de set. de 2010

Política: um por todos e todos por um!



Política é coisa de idiota?
Mario Sergio Cortella

Os gregos davam um nome apropriado a quem cuidasse da vida pública, da comunidade e que acreditasse que a mais nobre regra é "um por todos e todos por um": este era chamado de político.

"Política é coisa de idiota!". Mas não poder ser! Essa sentença aparece em comentários indignados, cada vez mais frequentes no Brasil, e, em nome da verdade histórica, o que podemos constatar é que acabou se invertendo o conceito original de idiota, pois a expressão idiótes, em grego, significava aquele que só vive a vida privada, que recusa a política, que diz não à política. Em outros termos, os gregos antigo chamavam de idiota a pessoa que achava que a regra da vida é "cada um por si e Deus por todos".
Os mesmos gregos davam um nome apropriado a quem cuidasse também da vida pública, da comunidade, e que acreditasse que a mais nobre regra é "um por todos e todos por um": este era chamado de político. E se entendia que todas e todas éramos e deveríamos ser políticos, a partir da noção de que pólis é a comunidade, a cidade, a sociedade, e é nela, com ela e por ela que vivemos.
No cotidiano, o que se fez foi um sequestro semântico, uma inversão do que seria o sentido original de idiota, a ponto de muitas e muitos hoje pensarem que só deixa de ser idiota aquele que vive fechado dentro de si e só se interessa pela vida no âmbito pessoal. Sua expressão generalizada é: "Não me meto em política".
Recusemos tal percepção negativa da política, pois afeta a convivência decente e saudável e, antes de mais nada, esquece que "os ausentes nunca tem razão". De fato, muitos se sentem assim em relação a um determinado modo de fazer política, mas não corresponde à ideia mais abrangente de política, dado que ausentar-se em nome da liberdade e do interesse próprio esbarra novamente no mundo clássico, para o qual o idiota não é livre (porque toma conta só do próprio nariz), pois entendiam que só é livre aquele que se envolve na vida pública, na vida coletiva.
Assim, a política é vista aí como convivência coletiva, mesmo que moremos cada um em nossa própria, usando o latim, domus, ou seja, em casa, nosso domínio. Porém, na prática, porque vivemos juntos e só assim o conseguimos, a questão é que não temos domus, só temos con-domínios. Viver é conviver, seja na cidade, ainda que em casa ou prédio, seja no país, seja no planeta.
A vida humana é condomínio. E só existe política como capacidade de convivência exatamente em razão do condomínio.
*Mario Sergio Cortella é filósofo, professor-titular da PUC-SP e escreveu com o filósofo Renato Janine Ribeiro (USP) o livro Política: para não ser idiota (Papirus, 2010)

FONTE: http://educarparacrescer.abril.com.br/politica-publica/politica-eleicoes-594962.shtml

SAIBA MAIS!

http://educarparacrescer.abril.com.br/blog/educar-nas-eleicoes/2010/08/30/eleicoes-2010/
http://educarparacrescer.abril.com.br/blog/educar-nas-eleicoes/2010/08/31/identifique-as-boas-propostas/#more-138
http://educarparacrescer.abril.com.br/blog/educar-nas-eleicoes/2010/08/31/nao-basta-votar-certo/
http://www.planetaeducacao.com.br/portal/artigo.asp?artigo=638

 



8 de set. de 2010

Para refletir!



EU NÃO SOU VOCÊ, VOCÊ NÃO É EU...
Madalena Freire


Eu não sou você
Você não é eu
Mas sei muito de mim
Vivendo com você.
E você, sabe muito de você vivendo comigo?
Eu não sou você
Você não é eu.
Mas encontrei comigo e me vi
Enquanto olhava pra você
Na sua, minha, insegurança
Na sua, minha, desconfiança
Na sua, minha, competição
Na sua, minha, birra birra infantil
Na sua, minha, omissão
Na sua, minha, firmez
Na sua, minha, impaciência
Na sua, minha, prepotência
Na sua, minha, fragilidade doce
Na sua, minha, mudez aterrorizada
E você se encontrou e se viu, enquanto olhava pra mim?
Eu não sou você
Você não é eu.
Mas foi vivendo minha solidão que conversei
Com você, e você conversou comigo na sua solidão
Ou fugiu dela, de mim e de você?
Eu não sou você
Você não é eu
Mas sou mais eu, quando consigo
Lhe ver, porque você me reflete
No que eu ainda sou
No que já sou e
No que quero vir a ser…
Eu não sou você
Você não é eu
Mas somos um grupo, enquanto
Somos capazes de, diferenciadamente,
Eu ser eu, vivendo com você e
Você ser você, vivendo comigo.





29 de ago. de 2010

DIA 29/08: Dia Nacional de Combate ao Fumo!



Tabagismo provoca envelhecimento precoce da pele

Todos os anos, cerca de cinco milhões de pessoas morrem no mundo por doenças decorrentes do tabagismo - 200 mil delas no Brasil. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o tabagismo é a segunda maior causa de mortes de fumantes ativos e a terceira de fumantes passivos.
29 de agosto é o Dia Nacional de Combate ao Fumo, sabemos há muito tempo as implicações que o tabagismo pode causar na saúde do ser humano. Há comprovação científica de que os elementos decorrentes do tabagismo que penetram no organismo, como o alcatrão e a nicotina, entre outros, estão associados a várias doenças (mais de 50, segundo a OMS). O tabagismo traz também implicações para os pacientes que passam por cirurgias plásticas.
O fumo está associado ao envelhecimento precoce, com perda do turgor (intumescimento), do brilho e da elasticidade da pele. Em geral, ocorre o aparecimento precoce das rugas, e isso deixa a pele com um aspecto pardo ou amarelado. Outra característica que os fumantes normalmente expõem na face são as populares manchas.

Fumo está relacionado ao envelhecimento

Existem alguns estudos feitos com gêmeos, em que somente um tem o hábito de fumar, que demonstram que aquele que fuma pode aparecer até oito anos mais velho que o irmão. Alguns trabalhos americanos apontam que cada dez anos de uso de cigarros correspondem a dois anos e meio a mais de envelhecimento. Então, após 30 anos fumando, o paciente pode parecer em torno de oito anos mais velho, quando comparado a pessoas que não fumaram.
O mecanismo que conduz ao envelhecimento precoce está associado à vasoconstrição periférica, isto é, à diminuição do fluxo sanguíneo na pele. Isso significa menor oferta de nutrientes e de oxigênio, o que constitui um envelhecimento prematuro com diminuição da produção de colágeno. Como se já não bastasse, há um aumento do consumo do colágeno e da elastina, elementos que proporcionam brilho, tônus e elasticidade à pele.
O hábito de fumar leva também ao aparecimento de rugas ao redor da boca. Primeiro, pelo consumo de elementos estruturais da pele e, segundo, pela contração de músculos ao redor dos lábios, levando ao surgimento de sulcos e à diminuição dos lábios. Como os músculos da face são interligados, juntamente com o aparecimento de rugas por toda a face, é muito comum o surgimento das bolsas malares.
"Se entre dois gêmeos, um fumar durante trinta anos, ele parecerá no mínimo oito anos mais velho que seu irmão"Cirurgia em fumantes requer cuidados
Uma grande preocupação na cirurgia plástica diz respeito à cicatrização. O hábito de fumar leva ao aumento da produção de radicais livres, desencadeando uma reação de oxidação -o que é uma das teorias do envelhecimento.
Além da produção de radicais livres, cada cigarro leva a um período de vasoconstrição ou de diminuição do aporte de sangue, oxigênio e nutrientes na região da pele, durante 45 minutos. Com isso, dependendo da quantidade de cigarros que o paciente vai consumir, podemos ter um período muito longo sem nutrientes essenciais no processo de cicatrização pós-cirúrgica.
Nos casos em que se realizam cirurgias com amplos descolamentos, a tendência é de haver um risco maior de comprometimento do processo de cicatrização. Isso pode levar ao surgimento de necroses teciduais, afastamentos das partes costuradas e de coleções líquidas, entre outras complicações.
Em cirurgias plásticas realizadas com pessoas que têm o hábito de fumar, faz-se necessário adequar técnicas menos agressivas, com descolamentos teciduais menores, para proteger os pacientes de possíveis complicações.
É interessante também indicar o uso de antioxidantes - sendo o mais conhecido a vitamina C -, previamente. Em altas doses, os antioxidantes podem funcionar como um cofator positivo na cicatrização, diminuindo os efeitos negativos da nicotina, já que ela é considerada um cofator negativo para a cicatrização.
Ainda é importante frisar que, em algumas situações, a cirurgia deve ser contraindicada, até que o paciente interrompa o hábito de fumar. É o caso, por exemplo, de cirurgias em que se faz necessário o uso de microcirurgias, ou de transferências de "retalhos", quando são feitas reconstruções de determinadas áreas. Os riscos de insucesso são muito grandes se o paciente não interromper completamente o hábito de fumar.
Em termos de cirurgia plástica, o hábito de fumar, associado à exposição solar sem proteção, constitui um fator externo que agrava, e muito, o processo de envelhecimento natural.
Sempre que pensar em realizar um procedimento de cirurgia plástica, o interessado deve consultar um especialista membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). Na condição de médico, ele estará apto, inclusive, a dar as devidas orientações para quem é fumante.


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Por Especialistas

15 de ago. de 2010

Miss Imperfeita, muito prazer!


Miss Imperfeita

Texto da Revista do Jornal O Globo
Martha Medeiros - Jornalista e Escritora

'Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado, decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, marido (se tiver), telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação!
E, entre uma coisa e outra, leio livros.
Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic.
Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.
Primeiro: a dizer NÃO.
Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás.
Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.
Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros.
Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.
Você não é Nossa Senhora.
Você é, humildemente, uma mulher.
E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo.
Tempo para fazer nada.
Tempo para fazer tudo.
Tempo para dançar sozinha na sala.
Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.
Tempo para sumir dois dias com seu amor.
Três dias.
Cinco dias!
Tempo para uma massagem.
Tempo para ver a novela.
Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.
Tempo para fazer um trabalho voluntário.
Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.
Tempo para conhecer outras pessoas.
Voltar a estudar.
Para engravidar.
Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.
Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.
Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.
Existir, a que será que se destina?
Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.
A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.
Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.
Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!
Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.
Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.
Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.
Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.
E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante'
 

Mães modernas...



Mães: é possível conciliar família, filhos e vida profissional?
Por Especialistas

As mulheres ainda carregam estigmas que moldam suas maneiras de ser .
As inquietações não cessam diante do assunto da conciliação entre família, filhos e vida profissional na trajetória da mulher que opta em constituir sua vida nesses aspectos. São inúmeros os trabalhos acadêmicos sobre o tema, mas parece que tudo que se escreve e que se pensa ainda não esgota o assunto.
Não raras vezes chegamos a certos impasses que nos fazem, como mulheres, retrocedermos desanimadas à posição do "não tem jeito" ou "terei que conviver com essa culpa o resto da vida", "ser mãe é para sempre, não há solução" e tantas outras frases que ouvimos todos os dias por diversas mulheres, sejam aquelas que optam por ter uma vida profissional, sejam aquelas que optam em se manter trabalhando em casa.
Constituir uma família é uma experiência interminável, que requer dos seus membros, pai e mãe, dedicação, comprometimento e muita pareceria. Contudo, ainda é da mulher que se espera mais, não? Raras vezes me pedem para escrever como o homem pode conciliar sua vida profissional e familiar. Parece que "a vida está ganha para os homens" e que não sofrem as pressões de precisar ganhar os recursos materiais, cuidar dos filhos e da vida conjugal. Mas será que as coisas acontecem com esta simplicidade? Tenho muitas dúvidas...
"As funções atribuídas à mulher construíram-se, ao longo do tempo, na intersecção entre o cultural e o biológico"As funções atribuídas à mulher construíram-se, ao longo do tempo, na intersecção entre o cultural e o biológico. Valores, crenças e estereótipos foram sendo criados em torno do que é ser uma verdadeira mãe, uma mãe exemplar e uma mãe dedicada. Apesar das grandes lutas travadas pelas mulheres por um lugar de reconhecimento, além da vida privada doméstica, bem diferente de anos atrás, a nossa velha e companheira culpa nos acompanha, ditando regras, moldando maneiras de ser da mulher e de ser mãe.
O que fazer? Como agir para sair desse jogo que cerca a vida da mulher que opta por ter filhos, formar uma família e continuar investindo na sua vida profissional? Regras não existem! Ainda bem, pois estaríamos trocando as regras do passado pelas regras do presente. Muito pouco eficiente!
Entretanto, respeitando a história e a maneira de cada mulher estar no mundo, podemos levantar algumas sugestões que podem tornar a caminhada menos árdua e mais prazerosa.
- Quem opta por ser mãe pode compreender que a maternidade é um processo infindável e que pressupõe contar com uma dose importante de tolerância a frustração. Nossos filhos e nossa família possuem funcionamentos próprios, são pessoas com recursos e com capacidade de resolução, portanto nem sempre as mães estão no centro de tudo. Delegar, acreditar e aceitar que o pai, o filho ou filha podem fazer e estar sem nós, pode facilitar.
- Optar pela maternidade não exclui continuar sendo você, mulher. Seus projetos, seus sonhos, suas vontades e desejos precisam de atenção. Quanto maior sua satisfação pessoal mais ganhos para sua família, mais ganho para o seu trabalho. Amor e trabalho são absolutamente conciliáveis, desde que sejam suas verdadeiras opções.
- Sucesso profissional e sucesso na vida dependem muito mais do quanto alguém se permite SER, buscando seus verdadeiros caminhos, que no acúmulo de tarefas e jornadas. O que vale é travessia na vida, é o processo pelo qual passamos e a coragem que vamos adquirindo para enfrentar os desafios.

Motivação no trabalho aumenta produtividade

- Trabalhar fora ou dentro de casa pode ser, para muitas, um ato de amor, tanto quanto criar seus filhos e cuidar da sua família. A relação que os pais têm com seu trabalho é fonte de grande aprendizado para os filhos. Ali se constitui o amor pelo conhecimento, pela determinação, pela perseverança e pelo mérito.
- As mulheres mães contribuem muito para educação e formação dos seus filhos, não pelo tempo que passam ao seu lado, mas pela atitude de doação, de inteireza e de coerência no trato do dia a dia.
- Sucesso depende da coerência entre o que se diz e o que se faz, já que não educamos e criamos nossos filhos com as palavras, mas precisamente com nossas atitudes.


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6 de ago. de 2010

Para crescer, é preciso MUDAR!


Crescer dá trabalho mas vale a pena!
Roberto Shinyashiki

Crescer significa deixar o conforto para ousar uma nova dimensão da vida
Se você quer que seus resultados mudem, antes de tudo você precisa mudar.
Para o homem de muita coragem, arriscar perder o que conquistou não representa um problema, pois ele sabe que a conquista não foi obra do acaso e sim resultado da própria capacidade.
No entanto, saber que a própria capacidade determina o tamanho das conquistas faz com que ele sempre procure crescer antes de iniciar uma nova empreitada.
O campeão sente fascínio por novas conquistas, não para receber novos aplausos, mas para conhecer e aprimorar sua força.
Estar vivo é estar em crescimento permanente. Por isso se diz que uma pessoa ou está crescendo ou está morrendo. A acomodação é o último estágio antes da morte psicológica!
Mas crescer realmente dá trabalho. Por certo, por esse motivo muitos preferem a mediocridade. Como disse o teatrólogo francês Jean Giraudoux: “Somente os medíocres estão sempre em seu máximo”.
Crescer significa deixar o conforto, para ousar uma nova dimensão de vida — e a maioria das pessoas tem medo de perder a comodidade. São muito apegadas aos hábitos, mesmo em situações angustiantes.
Crescer significa lançar-se ao desconhecido. Às vezes, isso quer dizer mudar todo o negócio para que sua empresa possa dar um salto qualitativo.
Crescer não é para covardes!
Crescer significa aprender a escutar. Quando um amigo, chefe, subalterno ou cliente nos faz uma crítica, é fundamental oferecer também o outro ouvido: “O que mais você tem a me dizer?”.
Crie condições para as pessoas manifestarem opiniões a seu respeito, mesmo que elas sejam duras.
Quando fizer uma pergunta, ouça a resposta. O importante não é quem fala, mas quem escuta e o uso que faz do que escutou.
Quando alguém ouve uma crítica e reage de maneira agressiva, ou tenta se justificar como se nada pudesse macular sua imagem de perfeição, perde a oportunidade de crescer.
Um campeão cresce sempre, não importa que situação enfrente ou o trabalho que isso dê
Veja o seguinte episódio:
Um sacristão analfabeto viveu muitos anos ajudando um padre, que acabou morrendo de velhice.
Quando o substituto do padre apareceu, pediu ao sacristão que escrevesse um relatório de suas atividades. Então, o sacristão disse:
— Não sei ler nem escrever.
O novo padre não teve dúvidas ao dizer:
— Não posso ter um analfabeto como auxiliar. O senhor está demitido.
Chateado, o pobre homem saiu da igreja muito triste, querendo fumar um cigarro, mas não conseguiu porque não tinha dinheiro para comprar um maço inteiro. Foi então que lhe veio a ideia de passar a vender cigarros por unidade, em um bairro pobre. Assim pensou, assim fez. A partir daí, surgiu um pequeno negócio, que foi crescendo, e cresceu tanto que o antigo sacristão passou a valorizar as próprias ideias, investiu em novos projetos que imaginou e se tornou um rico empresário.
Um dia, ao fechar um contrato com um banco, o gerente pediu a ele que verificasse se as cláusulas estavam corretas. Ele admitiu que não sabia ler, e o gerente se espantou:
— Mesmo sem saber ler, o senhor é um empresário competente, um autêntico vencedor. Imagine aonde teria chegado se soubesse ler!
A resposta foi imediata:
— Eu não teria passado de um simples sacristão.
Crescer também significa aceitar que, muitas vezes, perder faz parte do jogo. O campeão sempre aproveita as derrotas como estímulo para evoluir.

4 de ago. de 2010

Refletindo sobre agressividade.



Agressividade e psicanálise
Por: Wagner

A Agressividade é constitucional e necessária para auto conservação e conservação da espécie, porque possibilita nos posicionarmos nas situações e construirmos coisas. Ela está relacionada à ação
Todos os seres humanos (e inclusive os animais) trazem consigo um impulso agressivo.
A agressividade é um comportamento emocional que faz parte da afetividade de todas as pessoas. Portanto, é algo natural.
Nas sociedades ocidentais, bastante competitivas, a agressividade costuma ser aceita e estimulada quando esta vale como sinônimo de iniciativa, ambição, decisão ou coragem.
A agressividade é um tipo de comportamento normal que se manifesta nos primeiros anos de vida.
Na infância, a agressividade é uma forma encontrada pelas crianças para chamar a atenção para si. É uma espécie de reação que adquire quando está à frente de algum acontecimento que faz com que se sintam frágeis e inseguras.
Na fase adulta, a agressividade se manifesta ainda como reação a fatos que aparentemente induzem o indivíduo à disputa e ainda a sentimentos.
A agressividade é uma qualidade natural, humana ou animal, que tem a função de defesa diante dos perigos enfrentados e dos ataques recebidos.
Agressividade e medo são emoções fundamentais na sustentação de processos decisórios.
A agressividade é uma forma de nos protegermos, de dar limites, em família ou no trabalho.
A ação está na agressividade, e a reação na violência.

Classificação da agressividade humana

1º.Agressão hostil (hostilidade)
Agressão hostil é emocional e geralmente impulsiva. É um comportamento que visa causar danos ao outro, independentemente de qualquer vantagem que se possa obter. Agressão hostil quando, por exemplo, um elemento que conduz um veículo colide propositadamente na traseira do automóvel que o ultrapassou. Este comportamento só trouxe desvantagens para o próprio: tem de pagar os danos do seu carro, do carro do outro condutor, podendo ainda vir a ter problemas com a justiça. O termo raiva pode designar esse sentimento em oposição à agressão premeditada.

2º.Agressão instrumental
É aquela em que é planejada visa um objeto, que tem por fim conseguir algo independentemente do dano que possa causar. É, freqüentemente, não impulsiva. Como exemplo de agressão instrumental: o assalto a um banco; pode ocorrer no decurso da ação uma agressão, mas não é esse o objetivo. O seu fim é conseguir o dinheiro, a agressão que possa surgir é um subproduto da ação.

3º.Agressão direta
O comportamento agressivo dirige-se à pessoa ou ao objeto que justifica a agressão. Na agressão sexual o objeto almejado confunde-se com o motivo da agressão na categoria acima descrita. Os motivos fúteis opõem-se à defesa da vida como critério de gravidade do ato agressivo.

4º.Agressão deslocada
O sujeito dirige a agressão a um alvo que não é responsável pela causa que lhe deu origem. Em animais também se observa esse mecanismo de controle dos impulsos agressivos.

5º.Auto-agressão
O sujeito desloca a agressão para si próprio. Ex: Suicídio, auto mutilação.

6º.Agressão aberta
Este tipo de agressão, que se pode manifestar pela violência física ou psicológica, é explicita, isto é, concretiza-se, por exemplo, em espancamentos, ataques à auto-estima, humilhações.

7º.Agressão dissimulada
Este tipo de agressão recorre a meios não abertos para agredir. O sarcasmo e o cinismo são formas de agressão que visam provocar o outro, feri-lo na sua auto-estima, gerando ansiedade. A teoria psicanalítica tem como explicação desta forma de agressão a motivação inconsciente.

8º.Agressão inibida
Como o próprio nome indica, o sujeito não manifesta agressão para com o outro, mas dirige-se a si próprio. O sentimento de rancor é um exemplo desta forma de expressão da agressão. Algumas teorias psicológicas têm a agressão inibida como causa de diversas doenças psicossomáticas. O grau mais severo do rancor pode ser designado por ódio, contudo ainda não existe um consenso para essa terminologia.

Origens da agressividade

"Amor e ódio constituem os dois principais elementos a partir dos quais se constroem as relações humanas. Mas amor e ódio envolvem agressividade. Por outro lado, a agressão pode ser um sintoma de medo. [...] De todas as tendências humanas, a agressividade, em especial, é escondida, disfarçada, desviada, atribuída a agentes externos, e quando se manifesta é sempre uma tarefa difícil identificar suas origens”.
Winnicott, 1939.

PESSOA AGRESSIVA
Definindo dentro de um parâmetro psicológico, a pessoa agressiva patológica (processos neuróticos infantis) é aquela que reage a todo acontecimento, como se fosse uma competição, contenda ou disputa na sua leitura mental.
A disputa passa a reinar na alma da pessoa; e se fizermos um levantamento da história do indivíduo, descobriremos que desde cedo o mesmo se esforçou em demasia para não vivenciar a experiência da exclusão.
Devastadora é a crítica para estas pessoas. Esta definição contempla os aspectos negativos do fenômeno.
A agressividade é um divisor de formas de conduta ou personalidade, pois o oposto é uma pessoa que vive em lamúria ou autocomiseração.
Já os agressivos têm uma precipitação de reações ou sentimentos.
A sociedade amplia o conceito de agressividade, considerando que a própria sinceridade e autenticidade são resultados da mesma.

AGRESSIVIDADE E CRESCIMENTO
Fundamental é a agressividade para o crescimento e conquista do espaço pessoa, sinal de que não se esta sendo passivo frente às imposições do social e dos outros.
A agressividade não é sinônima de falta de amor. Desta forma, casais que se amam podem ter momentos de agressividade, sentir raiva, ódio e vontade de ficar longe por alguns instantes sem que isso signifique que não se gostam.

AGRESSIVIDADE X NORMALIDADE X PATOLOGIA
A agressividade é um tipo de comportamento normal que se manifesta nos primeiros anos de vida.
A agressividade é uma forma encontrada pelas crianças para chamar a atenção para si. É uma espécie de reação que adquire quando está à frente de algum acontecimento que faz com que se sintam frágeis e inseguras.
Na fase adulta, a agressividade se manifesta ainda como reação a fatos que aparentemente induzem o indivíduo à disputa e ainda a sentimentos.
A criança quando agressiva tenta despertar nos pais ou responsáveis os sentimentos internos que esses não conseguem perceber.
Muitas vezes as crianças são rotuladas e castigadas pelo comportamento, porém é importante conhecer primeiramente as suas causas, para que se aplique algum tipo de manifestação relacionada à agressividade. O adulto, por sua vez, quando agressivo reage precipitadamente a qualquer tipo de acontecimento, o que possivelmente causa traumas inesquecíveis. Também age como forma de depositar sentimentos negativos como raiva, inferioridade, frustração e outros.
Por ser um comportamento normal que se inicia na infância e que pode permanecer ou não durante o amadurecimento do ser humano, existem terapias que auxiliam o agressor a controlar sua reação impulsiva diante dos acontecimentos que lhes parecem desafiadores. Tal reação deve ser estudada por um profissional e controlada por quem a possui, pois pessoas agressivas normalmente não conseguem conviver com outras pessoas.

COMPORTAMENTO AGRESSIVO
O Comportamento Agressivo consiste na defesa dos direitos pessoais e expressão dos pensamentos, sentimento e opiniões de uma maneira inapropriada e não positiva que transgride os direitos das outras pessoas.
O objetivo habitual da agressão é dominar as outras pessoas. A vitória assegura-se por meio da humilhação e da degradação. Trata-se, em último caso, de que os outros sejam mais débeis e menos capazes de expressar e defender os seus direitos e necessidades.
O comportamento agressivo é o reflexo de uma conduta ambiciosa, que tenta conseguir os objetivos a qualquer preço, inclusivamente se isso supõe transgredir as normas éticas e pisar os direitos dos outros. As conseqüências deste tipo de comportamentos são sempre negativas e as vítimas destas pessoas acabam, mais cedo ou mais tarde, por se sentir ressentidas e evitar a pessoa agressiva.

COMPORTAMENTOS  AGRESSSIVOS X PAIS.
A ausência de limites, a tolerância excessiva dos pais, a falta de tolerância perante frustrações, violência física ou emocional, ausência de carinho são fatores que provocam comportamentos agressivos, porém é interessante observar também se a criança não está passando por um momento de transformação em sua família, como separação dos pais, ganho ou perda de novos membros na família, seja por nascimento de irmão ou morte de alguém querido.

VIOLÊNCIA X AGRESSIVIDADE
A agressividade é uma qualidade natural, humana ou animal, que tem a função de defesa diante dos perigos enfrentados e dos ataques recebidos.
A violência nos relacionamentos humanos, a agressividade desequilibrada, fora das situações de perigo, acontece fora e dentro das famílias. É uma reação ao sentimento interior de frustração, de carência, de incapacidade de amar, que desencadeia comportamentos destrutivos, diante da privação ou impossibilidade de satisfazer nossas necessidades naturais e atingir nossas motivações.
Todos nós temos necessidades naturais – de alimentos (fome), de líquido (sede), de sono, de repouso, de atividade produtiva, de gostar de si mesmo (auto-estima), de afeto, de aprovação social, de independência, de realização… Essas necessidades naturais criam motivações dentro de todos nós, que se apresentam como anseios, ideais ou desejos, que buscamos satisfazer o tempo todo – o nosso desejo de felicidade e paz, o desejo de saúde, o desejo de sucesso, o desejo de riqueza…
A violência, a agressividade desequilibrada, gera um ambiente doentio, interior e exterior. Gera medo, tensão, estresse, tristezas, ressentimentos, mágoas, culpas, inseguranças… Sentimentos que estão na origem da grande parte das doenças físicas.
Agressividade é constitucional e necessária para auto conservação e conservação da espécie, porque possibilita nos posicionarmos nas situações e construirmos coisas. Ela está relacionada à ação.
A violência é sempre uma reação por algo passado ou presente. Por exemplo, no desenvolvimento da criança ela pode sofrer abusos, espancamentos, maus tratos, etc. Mais tarde frente a determinados fatos ela pode ter uma reação, muitas vezes inconsciente, expressando uma violência desmedida frente a situação. Muitas vezes dependendo do que o individuo é submetido, ele pode apresentar uma reação de violência. Um animal em cativeiro é sempre violento.

A violência é sempre uma reação e não uma ação.
A agressividade está ligada a autopreservação, por que temos que nos posicionar, marcar espaço e isso é necessário para vivermos em sociedade.
Toda vez que a violência ocorre, ela está relacionada a algum fato de submissão no passado ou no presente.
A agressividade é constitucional e está ligada a ação.
A violência é uma reação e sempre está relacionada a um fato, passado ou presente.
A ação está na agressividade, e a reação na violência.

DEPRESSÃO X AGRESSIVIDADE
Algumas vezes, quando deparamos com alguém depressivo, percebemos apatia e comentamos sobre sua falta de vitalidade. Existe aí falta de "agressividade"?
Mas o que dizer de pessoas que usam sua energia de vida para hostilizar e destruir? Estamos tratando nesse momento de agressividade negativa, geralmente utilizada como instrumento de expressão de sentimentos como mágoa, insegurança ou incapacidade de lidar com as frustrações.

CRIANÇA E A AGRESSIVIDADE
Quando pensamos em crianças, logo associamos à imagem angelical de pureza e doçura. Por isso nos causam grande espanto e desorientação ao ver atitudes agressivas em crianças pequenas.
A agressividade é uma força instintiva que como outras são inatas em todos os seres humanos. Especialmente a criança, expressa tudo o que é mais essencial do ser humano, uma vez que ela ainda não completou seu amadurecimento moral e intelectual, ou seja, ela não tem recursos próprios para se relacionar com o mundo.
Assim, nas crianças percebemos as características essenciais e instintivas do ser humano com a agressividade, porém é individual de cada uma como e o quanto esta se manifesta.
O seu filho revela umas atitudes demasiadamente rebeldes, impulsivas e agressivas.
Os seus súbitos ataques de raiva fazem-na temer pelo futuro, mas nem sempre a fúria é negativa. Os pais não sabem muito bem o que se passa.
Os filhos andam muito irrequietos, agressivos e parecem estar a reagir com muita arrogância. Preocupados, os pais acham que se pode estar a passar alguma coisa e não compreendem tanta agressividade. Embora não saiba, as crianças devem revelar um pouco da agressividade que guardam dentro de si. Se não é saudável guardarem-na, também não é saudável a soltarem a todo o momento, mas se esta for equilibrada até é bom para combater o stress.
Logo à nascença, a criança solta o seu grito de agressividade. O primeiro grito de muitos outros que se seguirão, sem motivo aparente ou que pelo menos os pais não conseguem identificar qual o motivo, para além dos gritos de dor e de fome.
Quando se zangam por coisas mínimas e inexplicáveis, é sinal que estão fazendo um teste aos próprios pais para ver até onde é que lhes é permitido ir. Não há necessidade de os pais se irritarem logo após a primeira birra, pois se não se mostrarem interessados os filhos, em seguida, acabam com a choradeira.
As crianças que são muito calmas, pacíficas e que nunca demonstraram a mínima irritação em relação a nada, são crianças apáticas e tristes. O fato de as crianças nunca se irritarem com nada é sinal que guardam tudo para elas, e que reprimem os seus sentimentos e mágoas. Estas crianças são muito tristes, pouco ou nada falam e começam a ter muito medo das coisas e do próprio mundo. Os pais devem compreender se o filho está com algum problema, ou se é mesmo da personalidade dele.
Há que perceber que a agressividade é diferente da violência. A agressividade é um tipo de reação normal, mas a violência é já característica de uma outra parcela de crianças.
Habitualmente, as crianças agressivas têm reações de rebeldia, respondem mal e protagonizam gestos agressivos, mas nunca atingem o patamar da violência. Às crianças violentas está ligada a explosão repentina de muitas mágoas e episódios que guardaram para si, e que só agora conseguiram expandir. Isto retrata um tipo de preocupação e de controlo totalmente distinto da agressividade.
As crianças agressivas utilizam essa agressividade como forma de se defenderem do que as rodeia, e não necessariamente porque tenham instintos ou pensamentos violentos. Por isso, os ataques de berraria e de "reivindicações infantis" não passam de uma defesa e de um jogo elaborado inconscientemente pelos mais novos, para testarem a sua importância familiar e os limites daqueles que os rodeiam.
Os pais, ao serem mais repressivos e menos benevolentes, têm já que estar preparados para as trocas de palavras menos carinhosas e mais chocantes por parte dos seus filhos. Deve ser benevolente com ele, mas com determinados limites. A criança tem que perceber que há alturas nas quais os seus desejos podem ser-lhe concedidos, embora em outras situações isso não possa suceder. Não lhe explique o motivo porque a criança não pode fazer alguma coisa de maneira autoritária. Utilize um caminho informal e de fácil entendimento para ele, alegando sempre coisas boas para o crescimento dele caso ele não faça o que deseja.
Se julgar que o seu filho é muito agressivo, fique, a saber, que essa agressividade tem o seu lado positivo. Expulsa as suas tensões e nervos internos, e essa agressividade é um dos caminhos para perceber se não há problemas de maior com o seu pequeno mundo.
Motivo para preocupação é se a criança for demasiadamente certinha, calma e pacífica. Por detrás dessa solidão está sempre uma enorme tristeza e mágoa interior.
Acompanhe e tente perceber todas as reações do seu filho, pois todas elas possuem uma leitura importante e útil para poder compreendê-lo.

JOGO X FALTA DE PACIENCIA X AGRESSIVIDADE
Existe uma grande diferença entre agressividade e falta de paciência; e a primeira tem sido uma ótima desculpa para justificar a segunda.
Jogar agressivamente sem duvida é um caminho interessante para a vitória. Mas a agressividade tem que ser bem usada e tem que ser usada da forma correta. Pense nisso e veja se não esta confundindo agressividade com falta de paciência.

AGRESSIVIDADE X DESENVOLVIMENTOS GLANDULARES NO ADOLESCENTE
O psicólogo Nicholas Allen, da Universidade de Melbourne, Austrália, filmou 137 adolescentes de 11 a 14 anos enquanto eles discutiam com os pais sobre assuntos "explosivos", tais como a hora de ir para a cama, deveres escolares, uso do computador, etc. O nível de agressividade demonstrado pelos adolescentes nessas discussões também foi comparado ao tamanho das amídalas cerebrais (não confundir com as amídalas palatinas...).
Foi observada uma correlação entre o tamanho das amídalas e a agressividade do adolescente.
Parece que o crescimento descompassado das amídalas e do córtex pré-frontal poderia explicar fases de maior agressividade durante o desenvolvimento e a passagem da adolescência à vida adulta.

AGRESSIVIDADE E VIOLENCIA DOMESTICA
Alguns consideram que o problema acontece devido a uma carência emocional experimentada pela criança que se sente ferida; outros acreditam que a criança não teve fixados os seus limites. Perceberam que crianças e adolescentes desvantajados, expostos ao abandono, morte ou doença dos pais, ou submetidos à intensa ansiedade gerada pelo ambiente das ruas, podem apresentar conduta agressiva (Fagan & Wexler, 1987).
Quando os pais ferem-se mutuamente, abandonam as famílias ou ameaçam suicidar-se, a ansiedade dos filhos é esmagadora. Eles podem desenvolver um padrão crescentemente agressivo em suas relações familiares, escolares e sociais (Wolff, 1985).
Foi encontrada associação entre privação emocional na infância agressão física entre os pais, depressão materna, quebra precoce do vínculo mãe-filho, negligência ou rejeição materna, número elevado de substitutos maternos, abuso físico e sexual e conduta violenta em adolescentes (Forchand, 1991; Assis, 1991).
Histórias de abuso físico e sexual têm sido relatadas por adultos e adolescentes que apresentam auto-imagem negativa, dificuldades de relacionamento e vazão inapropriada de impulsos agressivos (Dodge et al., 1991; Gil, 1990; Oates, 1984; Blomhoff et al., 1990).

Serotonina pode ajudar no controle da agressividade
A serotonina, um dos principais neurotransmissores do sistema nervoso central, desempenharia um papel importante no controle de emoções, especialmente a agressividade, de acordo com um estudo britânico publicado na sexta-feira nos Estados Unidos.
O estudo ajudaria a esclarecer problemas clínicos como a depressão, as obsessões e a ansiedade, que se caracterizam por baixos níveis de serotonina.
Os psiquiatras e neurologistas estabeleceram há tempos uma relação entre a serotonina e o comportamento social, mas o papel preciso desempenhado por essa molécula na agressividade é controverso.

PSICANÁLISE E A AGRESSIVIDADE
As discussões sobre agressividade enunciaram-se desde o princípio no discernimento freudiano. Assim, na “Psicoterapia da histeria”, de 1895, essa problemática já se enunciara, pelo viés da questão da resistência (Freud 1971a), no registro estritamente clínico. Porém, nas experiências analíticas de Dora (Freud 1971c [1905]) e do pequeno Hans (Freud 1971d [1909]), a agressividade foi inscrita no registro do sintoma, sendo então responsável pela produção e pela reprodução desse.
Subentende-se que a problemática da agressividade não se formulou num momento tardio do discurso freudiano, como supõem equivocadamente alguns intérpretes desse discurso, que formularam que a sua emergência teórica seria correlata à constituição do conceito de pulsão de morte. Pode-se dizer, ao contrário, que o enunciado desse conceito, articulado com a questão da agressividade, foi o ponto de chegada de um longo e tortuoso percurso no pensamento freudiano. Não foi porque Freud colocava toda a ênfase na sexualidade, no quadro da primeira teoria das pulsões (Freud 1962 [1905]), que a agressividade não era já um problema para o discurso freudiano.
É preciso relembrar, no entanto, que a dita problemática não tinha ainda uma elaboração teórica autônoma, no contexto do discurso metapsicológico sobre as pulsões. Vale dizer, o discurso freudiano não enunciou a existência de uma pulsão de agressão, como realizou Adler (cf. Kauffman 1996), na medida em que a agressividade foi inscrita na oposição entre as ordens do sexual e da autoconservação. Mesmo posteriormente, quando Freud inscreveu a autoconservação no registro do eu – elaboração realizada em 1910, no ensaio “As perturbações psicogênicas da visão numa perspectiva psicanalítica” (Freud 1973b [1910]), que culminou no conceito de narcisismo em 1914 (Freud 1973d [1914]) –, a agressividade continuou a ser ainda concebida nesse contexto metapsicológico.
Ao falarmos de agressividade em psicanálise, imediatamente nos vem à lembrança, de modo quase automático, o texto de 1929, Mal-estar na Civilização, no qual Freud reconhece na agressividade inata do homem o principal fator de ameaça à vida em sociedade. Contudo, as coisas nem sempre foram assim.
Na realidade, a agressividade se constituiu como um problema com o qual Freud teve que se debater durante muito tempo, embora, desde os primeiros momentos, tenha reconhecido e valorizado a incidência das tendências hostis como algo inerente à especificidade do tratamento analítico.
Na psicanálise, de acordo com sua colocação diferenciada dos motivos, despertam-se todas as moções [do paciente], inclusive as hostis... são aproveitadas para fins de análise, (1905[1901], p.111).
Unicamente a partir de 1920, após a formulação da segunda teoria pulsional, a agressividade será reconhecida como uma pulsão específica, funcionando, desde então, praticamente como o outro nome dos impulsos da pulsão de morte, cuja finalidade é a destruição.
Existem essencialmente duas classes diferentes de pulsões: as pulsões sexuais, percebidos no mais amplo sentido – (Eros) e (Pulsões Agressivas), cuja finalidade é a destruição, (Freud, 1933[32], p.129).